O exemplo dos Moravianos

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Os Moravianos foram os primeiros protestantes a colocar em prática a idéia de que a evangelizacão dos perdidos é dever de toda a igreja, e não somente de uma sociedade ou de alguns individuos.

Anteriormente, a responsabilidade pela evangelizacão havia sido lançada nos degraus dos governos, através das atividades colonizadoras.
Os Moravianos, contudo, criam que as missões são responsabilidade de toda a igreja local.


Devido ao seu profundo envolvimento, esse pequeno grupo ofereceu mais da metade dos missionários protestantes que deixaram a Europa em todo o século XVIII
De fato a história dos Moravianos antecede a Reforma.
Conhecidos originalmente como os Unitas Fratrum, ou a Unidade dos Irmãos, esses cristãos Checos foram os seguidores do mártir John Huss, um reformador antes da Reforma.
Ele foi martirizado em 06 de julho de 1415.
Após a morte de Huss, seus seguidores, experimentaram um verdadeiro ressurgimento.


Eles se reorganizaram no ano de 1457, e no tempo da Reforma havia entre 150 a 200 mil membros em quatrocentas igrejas por toda a Europa Central. Mas, no levante das guerras dos 1600, a Boêmia e Moravia (RepUblica Checa) foram dominadas por um rei católico romano, o qual desencadeou uma terrível perseguição contra os Moravianos.

Foram todos espalhados e se tornaram refugiados.
Por quase cem anos procuravam fugir da perseguição.
Por causa disso formaram urna poderosa rede de cristãos clandestinos.
Quando cruzaram a fronteira da Alemanha, ouviram de um lugar conhecido como Herrnhut, uma pequena faixa de terra na propriedade de Zinzendorf, ali se estabeleceram. o trabalho dos Moravianos foi guiado por um número de características que os distinguiram.


Primeiro, eram profundamente dedicados ao Senhor Jesus Cristo e a sua causa.


Segundo, os Moravianos abriram o ministério aos leigos e a ministração as mulheres, antecipando Hudson Taylor nessa questão mais de cem anos antes;


Terceiro, criaram a estratégia missionária de fazedores de tendas.


Quarto, os Moravianos por ser pessoas sofredoras, podiam facilmente se identificar com aqueles que sofriam.


Quinto, eles se dirigiam às pessoas receptivas ao evangelho.


Sexto, eles colocavam o crescimento do Reino de Cristo acima de uma expansão denominacional.


Sétimo, a obra missionária Moraviana era regada de oração.


Alguém, certa vez, perguntou a um Moraviano o que significa ser um Moraviano.
Ele respondeu: "ser um Moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa". 


Um grande exemplo que nos inspira é a história de 2 jovens,  Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da India cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.
Esses joves fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: " Nenhum pregador e nenhum clerico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido". Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: "E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?", o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o tranposte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.
No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas familias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas: "QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO".

Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando. "... Deus é poderoso pra fazer muito mais.... de acordo com Seu poder que opera em nós" (Ef. 3:20)

Quantas vezes eu achei que obedecer era fazer um favorzinho para deixar Deus feliz, mas agora entendo que primeiro é um favor para minha vida, porque "...Seus pensamentos são mais altos do que os meus" (Is 55:7), e segundo é uma resposta expontânea e voluntária que declara amor. Obedecer é viver!

Não podemos responder a cruz de Cristo com esmolas, dizimos, puritanismo e favorzinhos. O que move o Senhor do trono é nossa vida como sacrificio por amor ao proximo, assim como Estevão (At 7)

Isso é uma escolha consciente, diária e não um choro de domingos a noite.

Essa palavra pode nos deixar muito frustrados por entendermos que temos entregue tão pouco, mas entenda que exite um processo (os Moravianos oraram por 100 anos) e esse e-mail é só para te lembrar do seu alvo, que de maneira nenhuma pode ser uma vida em busca do prazer humanista, mas o mesmo que o do Cordeiro, o Calvário.

Estamos juntos queridos irmãos, ouçamos e respondamos dignamente.


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